sábado, 7 de março de 2009

Evolução da Galiza


Na Antiguidade os gregos chamavam-na kaleikói (καλλαικoι), que era o nome pelo qual os seus habitantes eram conhecidos. O topónimo procede da denominação dos povoadores celtas que chegaram em dois períodos sucessivos, o primeira em torno de 1800 a. C. e o segunda em torno do século IV a. C. (celtas de Hallstatt). O topónimo evoluiu para Gallaecia durante a administração romana.

O Reino de Galiza foi uma entidade política (século V - 1833) situada no sudoeste de Europa, e no noroeste da Península Ibérica que foi evoluindo territorialmente ao longo dos séculos.

A Gallaecia deixou de ser uma província romana para albergar um reino de suevos, sendo que destacados autores contemporâneos falam duma Gallaecia que possuía proporções muito maiores que a actual Galiza no final do domínio romano, cujos os limites permaneceram praticamente intactos até ao século XII, momento em que Portugal deixou de pertencer à Galiza e Leão passou a ter personalidade própria.

Nos começos do século XII, a ampla Galiza começa a fragmentar-se com a independência de Portugal no ano 1128 e com a separação de Leão (que incluía as Astúrias e Estremadura) e Castela da antiga demarcação galega, tornando-se em reinos próprios num lento processo de individualização. Nos finais do século XII, Galiza, Leão, Castela e Portugal já eram reinos diferentes com personalidade própria.

Na época medieval se constituiu como reino independente, com o nome de Reino de Galicia, sendo incorporada posteriormente no Reino de Leão. Contudo manteve o seu carácter formal de reino (Reino de Galicia) até à chegada do absolutismo no século XIX, momento em que as actuais províncias galegas da comunidade autónoma se criaram como resultado da divisão territorial de 1833, desaparecendo formalmente os antigos reinos que foram incorporados na monarquia espanhola como resultado da unificação dos diversos reinos que o monarca possuía.